Histórico

O Programa de Pós-Graduação em Língua e Literatura Alemã da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo oferece cursos de mestrado acadêmico e doutorado desde 1971. Ainda antes da fundação do Programa foram defendidas teses na área de literatura alemã, por Sylvia Barbosa Ferraz e Erwin Theodor Rosenthal; os primeiros doutorados em língua alemã foram defendidos em 1972 por Ruth Mayer e Sidney Camargo. Em meados dos anos noventa, o corpo docente se expandiu e chegou a treze professores, número que se manteve estável desde então.

  Faz parte importante da nossa história a Especialização em Tradução, que foi criada em 1981 como curso extracurricular, passou a funcionar como curso de pós-graduação lato sensu em 1992 e assim continuou até a 2006. Em 2006, decidiu-se integrar os Estudos de Tradução às Linhas de pesquisa do nosso Programa. Em 2017, após uma ampla reformulação, foram criadas as atuais linhas de pesquisa atuais: 1) Estudos de Literatura, Cultura e Tradução e 2) Alemão como Língua Estrangeira (ALE), Linguística e Tradução.

Em 1997, os professores Hardarik Blühdorn, Masa Nomura, Eloá Heise e Willi Bolle criaram a Pandaemonium Germanicum. Revista de estudos germanísticos, que conta com financiamento do CNPq e da FFLCH e mantém sua classificação como A1 desde o início da avaliação de periódicos pela CAPES. Todos os números da revista desde a sua criação estão disponíveis no Portal de Revistas da USP e números editados a partir de 2009 estão disponíveis também na Coleção Scielo.

Ao longo de sua história, a Pós-graduação em Língua e Literatura Alemã tem contribuído para a formação de diversas gerações de docentes e pesquisadores na área dos Estudos germanísticos. (veja aqui). De nossos docentes também partiu a iniciativa de criação da Associação Brasileira de Estudos Germanísticos (ABEG), em 2013, e a realização do I Congresso da ABEG em novembro de 2015. Atualmente, a ABEG reúne pesquisadores de cerca de 20 Universidades brasileiras.

Um histórico detalhado do Programa, nas diversas fases de sua existência, pode ser lido no livro: 75 anos de alemão na USP. Reflexões sobre uma germanística brasileira (2015).